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#OrePeloSudão: Presidente do Sudão do Sul propõe diálogo nacional para pôr fim à violência

Por Gabriel Cruz | 14 de dezembro de 2016

O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, anunciou nesta quarta-feira (14) uma iniciativa para um diálogo nacional entre todos os grupos políticos, inclusive a oposição no exílio, a fim de acabar com a violência e a crise que assola o país desde o fim de 2013.

"A atual situação requer um diálogo nacional e unidade para pôr fim à violência e unificar o povo sul-sudanês, que possa promover a inclusão nacional e a cidadania", destacou o líder em discurso no parlamento.




Kiir afirmou que seu governo colocará todo o seu empenho para apoiar o diálogo, cuja data e participantes não antecipou, e acrescentou que garantirá a proteção de todos os presentes, incluídos os opositores ao governo que se encontram no exterior.

O dirigente sul-sudanês destacou que outro objetivo do diálogo nacional é combinar uma agenda para a realização de eleições no final do período de transição e estipular medidas para o retorno dos deslocados a suas áreas de origem.

Por último, Kiir ressaltou que os resultados definitivos do diálogo deverão ser de cumprimento obrigatório para todas as partes.

Guerra no país

A guerra no país se originou em dezembro de 2013 depois que o presidente sul-sudanês (de etnia dinka), acusou o ex-vice-presidente Riek Machar (da etnia rival nuer) de ter orquestrado um golpe de Estado contra ele. O conflito gerou milhares de mortos.

A iniciativa de Kiir de propor um diálogo acontece depois que na última sexta-feira, o conhecido como grupo de antigos presos políticos do Sudão do Sul propôs a criação de uma administração mista transitória para governar o país com o objetivo de pôr fim à crise política e à violência.

Este grupo é composto por integrantes do partido governante que foram detidos - e posteriormente libertados - sob acusação de planejar o suposto golpe de Estado contra Kiir em 2013.

A iniciativa pedia que a administração estivesse integrada por tecnocratas e personalidades nacionais para que administrassem o país por um período de entre três e cinco anos.

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Fonte: G1

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